Codebits IV (2010)

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Pela primeira vez participei numa edição do Sapo Codebits. Para quem não conhece, o Codebits é em evento para geeks com concursos, palestras, animação e, extremamente importante, comida grátis. Esta 4ª edição ocorreu no Pavilhão Atlântico, contou com 750 participantes (mas mais de 1500 candidatos) e durou 3 dias.

Nos cerca de 2 meses que antecederam o evento participei numa série de desafios que estiveram disponíveis no site oficial. Quem ficasse no top 16 entrava directamente no “Amazing Codebits Quiz Show”, cujo prémio final era uma Xbox 360. De todos, apenas não consegui resolver o primeiro (até hoje não sei a resposta!) e acabei por ficar em 6º lugar, graças a um belo trabalho de equipa com o Luís Nabais (que ficou em 5º).

Dia 1

Ao chegar ao evento foi-me entregue um kit com uns freebies engraçados, como uma t-shirt, pasta e escova de dentes, uma capa para portátil, uma manta, um termo e uma pulseira/pen usb. Também gostei bastante dos autocolantes temáticos com os quais decorei o meu portátil durante uns tempos.

O evento abriu com “el capitan” Zeinal Bava e a revelação do Meo Jogos. Fiquei bastante impressionado com o serviço que será, sem sombra de dúvida, aliciante para muitas familias. A possibilidade de ter uma biblioteca de jogos ao nosso dispor  instantaneamente e sem ter que comprar uma consola é muito interessante. A tecnologia por trás do serviço também me impressionou bastante.

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Após o almoço (saladinha do Mac) fui a 2 ou 3 palestras e acabei por encontrar o Luís Teófilo que tinha proposto o projecto “Expert Guitar for Noobs”. O projecto consistia em utilizar um comando do Guitar Hero 3 para tocar acordes/notas reais. O objectivo era ligar o comando ao computador, tratar os inputs dos botões e gerar notas em MIDI de acordo com um mapeamento feito anteriormente. O comando apenas tem 5 botões, mas seria possível ter à nossa disposição 31 acordes/notas através da combinação de vários botões.

Pedi-lhe para me juntar ao projecto, ele aceitou e começámos logo a trabalhar. Acabei por não ver a palestra sobre o Spacebits, mas foi por uma boa causa. Escolhemos logo as bibliotecas e começámos a tratar o input da guitarra.

No final do dia foi um dos momentos mais hilariantes de todo o evento: o Presentation Karaoke. Cada participante tinha que apresentar um tema sobre o qual não tinha qualquer conhecimento anterior. Era usada uma apresentação aleatória e o participante tinha que se safar e apresentar, de alguma maneira, o conteúdo da mesma. Uns foram mais engraçados que outros, mas no geral foi muito bom.

Dia 2

Acabei por ir dormir a casa mas acordei cedo para ver a apresentação do Bruno Pedro sobre OAuth. O Bruno já me tinha dado formação em PHP na Caixa mágica e, para além disso, tenho em mãos um trabalho para a cadeira de Segurança sobre OAuth, pelo que não podia perder esta sessão. Foi bastante esclarecedora e deu-me uma ideia da estrutura que deveria seguir no meu trabalho.

O resto da tarde foi passada a trabalhar no projecto. Eu fiquei encarregue da parte dos MIDIs e interface gráfico, enquanto que o Luís Teófilo continuou a afinar o funcionamento do comando. Foi bastante difícil colocar a guitarra a tocar as notas de uma maneira fluída, principalmente o fading entre diferentes notas.

No final do dia participei no Quiz Show com o Luís Nabais e acabámos por ficar pelo caminho. Ainda não me perdoei de me ter enganado no significado de RTCP, mas as cadeiras de Redes já lá vão longe. Ficámos em 2º lugar com 4 pontos enquanto que a equipa vencedora ficou com 8.
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Para além disto, no segundo dia também houveram Nuclear Tacos. A malta da organização mandou vir umas malaguetas assustadoras e  fizeram uns tacos que deixaram muito boa gente à beira de um ataque. Acabei por não provar, pode ser que na próxima edição ganhe coragem.

Dia 3

Dei-me novamente ao luxo de ir dormir a casa, visto que o projecto estava bastante adiantado. Durante a noite o meu colega arranjou uma alternativa ao MIDI que trouxe uma qualidade de som bastante melhor. Bastaram mais uns pormenores e estávamos prontos para apresentar.

Também foi necessário apresentar a nossa ideia a um juri que ia fazer uma pré-selecção. Aqui começaram as coisas a correr mal… Pensámos que era apenas uma maneira de distinguir os projectos que estavam em condições de apresentar dos que ficaram a meio gás. Descrevemos e demonstrámos o nosso trabalho finalizado e deram-nos a entender que iriamos apresentar. Aliás, não vimos razão que os levassem a excluir o nosso projecto, visto que fizemos tudo aquilo que tinhamos definido (e até mais do que estava previsto).

Codebits 2010 - Day TwoCodebits 2010-232Codebits 2010 - Day Two

Passado uma hora começaram a anunciar no Twitter oficial os projectos que iam apresentar no palco principal. Iamos ficando cada vez mais nervosos à medida que os tweets iam passando e o nosso projecto não aparecia. Por fim, disseram que não tinham escolhido mais nenhum projecto.

Ficámos de fora e ficámos de rastos. Três dias a trabalhar num projecto e a faltar a palestras para o completar, para depois nos deixarem de parte e não nos darem sequer 90 segundos para o mostrar. Não estávamos sequer a pensar nos prémios (nem sabia quais eram), apenas queriamos mostrar o que tinhamos feito.

Conformei-me e fui-me sentar no palco principal para ver as apresentações dos outros grupos, quando reparei que o meu colega estava a falar com a organização. Fui até lá e eles concordaram em deixar-nos apresentar. Tal como nós, vários grupos mostraram a sua indignação e acabaram por ser aceites.

Vimos as apresentações dos projectos até chegar à nossa vez. O Luís praticou mais um pouco e testámos o software para ver se estava tudo a funcionar (há que ter cuidado com o Murphy). Não estava muito nervoso antes de entrar em palco, apesar de irmos apresentar para cerca de 600 pessoas. Para mim só importava mostrar o projecto ao resto do pessoal. No fim, a reacção do público foi extremamente positiva! Para além das palmas, reparei que tínhamos cerca 100 votos positivos e apenas 10 negativos no ecrã gigante. Tinha sido mais que suficiente e já podia sair do Codebits feliz.




Passado algum tempo começaram a cerimónia de entrega de prémios. Os 10 primeiros projectos iriam receber um “pack” que seria cada vez mais recheado à medida que se caminhasse para o 1º lugar. Quando anunciaram o 6º lugar fiquei petrificado: “Expert Guitar for Noobs!”. Como não tinhamos sido pré-seleccionados, não achei que tivéssemos qualquer hipótese de ficar nos primeiros lugares. Acabámos por ganhar um Macbook Air, um Mac Mini, um iPod nano, um Magic Tackpad, 2 poufs, 5 livros da O’Reilly, um saquinho com o pó que usaram para fazer os Nuclear Tacos e um pequeno (grande) troféu. A divisão dos prémios foi relativamente fácil: eu fiquei com o Macbook Air, um pouf e um livro, enquanto que o Luís ficou com o resto. A divisão do troféu é que foi mais complicada. Atirarámos uma moeda ao ar e eu acabei por ser o sortudo.

Resumindo e Concluindo

O evento estava muito bem organizado e fizeram um excelente trabalho com a decoração. Os gráficos espalhados por todo o recinto deram um ambiente muito próprio à Sala Tejo do Pavilhão Atlântico. Era como se entrássemos noutro mundo.

Destaque negativo para a maneira que escolheram para seleccionar os projectos. Compreendo que tenham tido que fazer alguns cortes devido ao elevado número de projecto (cerca de 100), mas um projecto que é excluído e acaba por ficar em 6º lugar é um claro indício que a selecção não foi conduzida da melhor maneira.

Destaque positivo para a zona de Retro Computing que trouxe alguma nostalgia. Para além disso, a variedade e qualidade das palestras foi bastante elevada e, apesar de não ter tido oportunidade de ver algumas delas ao vivo (principalmente as do Celso Martinho e do Mário Valente), poderei fazê-lo online visto que foram gravadas na íntegra.

Este é, sem dúvida, um evento obrigatório para qualquer pessoa que tenha um grande interesse por informática, os denominados geeks. Parabéns à organização e contem comigo para o ano que vem!

Redes Sociais

Redes SociaisNota: Este artigo foi escrito originalmente para o blog da PTWS Alojamento Web. Aqui encontra-se uma transcrição completa para efeitos de arquivo.

A expressão “Rede Social” passou a fazer parte do nosso dia-a-dia há poucos anos, com a adesão em massa ao hi5. Tal como as novas tecnologias, esta nova realidade foi adoptada primeiro pelas camadas mais jovens da sociedade. Hoje, são poucos os internautas que não pertencem a algum tipo de rede social.

No entanto, as redes sociais não começaram aqui. Muito antes do aparecimento do Myspace, a internet estava repleta de fórums temáticos, onde os utilizadores discutiam os mais diversos assuntos: carros, jardinagem, música, culiária, etc. Este agrupamento de pessoas com gostos partilhados foi a génese de algo que viria a alterar a forma como utilizamos a internet.

Daí ao aparecimento do Friendster e do Myspace foi um saltinho. Estes sites funcionavam de outra maneira, o objectivo era juntar pessoas conhecidas ao invés de juntar pessoas que apenas tinham os mesmos interesses. Passou a ser possível criar uma verdadeira rede com os nossos conhecidos e amigos. Até ao surgimento do Facebook, o Myspace era a maior rede social a nível mundial. Com cerca de 110 milhões de utilizadores no seu auge, este site massificou o uso das redes sociais. Hoje em dia o Myspace é utilizado maioritariamente como plataforma de divulgação de bandas

What’s hot? Facebook & Twitter

A maioria das pessoas reconhecerá estas duas palavras, mesmo nunca tendo utilizado ou sequer visto nenhuma das plataformas. O Facebook e o Twitter andam na boca do mundo mas, apesar de parecer que vieram para ficar, a verdade pode ser outra. A internet é muito dinâmica e os utilizadores fartam-se depressa. A história mostrou-nos (com o Myspace, hi5, Orkut) que estas popularidades não passam de modas. Ao fim de alguns anos surge uma alternativa que consegue cativar os utilizadores e convencê-los a migrar, deixando estes sites uma mera sombra do que já foram. Os números regem os vencedores, e neste campo, o Facebook tem estatísticas astronómicas.

“Mas porque é usam essa porcaria? Qual é o interesse?” pergunta um céptico.

A resposta simples é que nos permite manter em contacto com os nossos amigos. Saber novidades, ver fotos, trocar mensagens… Todas as pessoas que nos interessam à distância de um clique. Se antes nos perguntavamos como conseguíamos viver sem os telemóveis, hoje muita gente faz a mesma pergunta em relação à internet e às redes sociais.

O Facebook tem uma enorme quantidade de aplicações criadas de raíz por developers de todos os cantos do mundo. Quizzes e jogos abundam e prendem os utilizadores. Uma das aplicações mais populares, o Farmville, é jogado por cerca de 80 milhões de utilizadores (mais de 1% da população do mundo). Esta vertente das aplicações é o que mais mais distingue o Facebook dos seus concorrentes.

O outro peso-pesado é o Twitter. O conceito é uma mistura entre mensagens de texto (SMS) e mensagens instantâneas (MSN, por exemplo). Podemos enviar uma mensagem até 160 caracteres para todos os nossos seguidores e ver as mensagens de quem seguimos. O objectivo é fazermos pequenos updates sobre o que fazemos, as nossas opiniões ou até ter pequenas conversas. O sucesso desta rede social é tão grande, que as notícias importantes se divulgam entre os utilizadores mais rápido que em qualquer outro canal de comunicação.

Uma situação engraçada ligada a este propagar de informação extremamente rápido aconteceu no dia 17 de Dezembro de 2009, quando Portugal foi abalado por um sismo. Houveram utilizadores que souberam do sismo segundos antes de o sentirem, pois os twitts vindos do Sul do país chegaram mais rápido que as próprias ondas sísmicas.

Um dos mais recentes concorrentes deste mercado é o Google Buzz. A Google já tinha a sua presença nas redes sociais através do Orkut (usado maioritariamente no Brasil e India), mas não era directamente associado pelos utilizadores à marca “Google”. O surgimento do Buzz esteve envolto em polémica, visto que foi praticamente impingido aos utilizadores do Google Mail. Apesar desta integração automática com um dos serviços de webmail mais usados na internet, a adesão foi extremamente fraca, muito por causa da falta de funcionalidades novas que traz em relação aos seus concorrentes (principalmente o Twitter).

Bons e maus usos

Como se pode ver, existe muito potencial numa rede deste tipo, pois é utilizada por milhões de utilizadores, constantemente online. Um bom uso é o marketing. Cada vez mais é importante as empresas terem algum tipo de presença nas redes sociais. Estar próximo dos users, ouvir o feedback deles e dar uma imagem mais humana à própria empresa contribui muito para o sucesso da mesma. Também permite fazer chegar novidades em primeira mão aos clientes e de uma forma bastante natural e fácil.

Mas são só coisas boas? Infelizmente não é o caso. O uso destes sites pode tornar-se uma dependência para pessoas que não consigam gerir o uso. Pode prejudicar o desempenho no local de trabalho, levando a muitas “escapadelas” que se vão acumulando ao longo do dia. Outra questão é a privacidade, visto que cada vez mais os nossos dados pessoais vão ficando espalhados pela internet, disponíveis a qualquer um para bisbilhotar. Há casos de utilizadores que são vítimas de roubo de identidade porque deixam dados sensíveis à vista de todos.

Isto quer dizer que é melhor não usar? Claro que não! Tal como em tudo, as pessoas devem usar moderação e cuidado na utilização das redes sociais. Está nas nossas mãos fazer um uso responsável destas “ferramentas”, visto que há muitas vantagens no seu uso.

Para acabar, deixo o link das páginas da PTWS Alojamento Web tanto no Facebook como no Twitter. Não se esqueça de aderir às nossas páginas, se não o fez já. Lá irá encontrar as actualizações do blog, outras notícias da PTWS Alojamento Web, promoções e concursos e acima de tudo um acompanhamento personalizado e informal a todos os nossos clientes, parceiros e visitantes.

Ficamos à sua espera!

Objectivo e Expectativas

Ter um site pessoal já era uma ideia com algum tempo. Nunca a realizei porque achava que não valia a pena nem tinha nada para dizer. A verdade é que um espaço pessoal na internet é fundamental, principalmente para alguém na área da informática.

Os “Facebooks” vão e vêm. Um site pessoal é nosso, com as nossas regras e o nosso conteúdo à nossa maneira. É também um agregado de toda a nossa presença na internet, bem como um local para fazer algumas experiências e aprender. Este site será também um espelho para o meu passado e o meu futuro com projectos antigos e ambições actuais.

A razão pela qual incluí um blog no meu site é porque decidi tentar melhorar algo em que sempre fui fraco: escrever. Desde pequeno que sempre tive problemas em expor as minhas ideias por escrito, por falta de imaginação e jeito. Mas como acho que a maioria das coisas podem ser melhoradas com a prática, vou começar a escrever. Já tenho alguns posts num outro blog que serão muito provavelmente copiados para aqui por uma razão de arquivo.

O conteúdo do blog irá variar entre opiniões e artigos técnicos. Tentarei abordar assuntos interessantes, apesar de não estar a fazer isto com o intuito de angariar dezenas ou centenas de leitores. Faço isto porque acho que será bom para mim.

Neste momento o site ainda está na sua infância, pelo que estou mais que aberto a sugestões e opiniões 🙂