Codebits V (2011)

Codebits V Header

Mais um ano, mais um Codebits. Na minha estreia do ano passado fiquei viciado neste evento organizado a pensar na comunidade tecnológica (vulgos geeks). Aqui juntam-se centenas de participantes para 3 dias de programação, concursos, talks e convívio. As minhas expectativas estavam bastante altas, mas alegro-me em dizer que foram superadas.

Ao chegar ao Pavilhão Atlântico, fomos brindados com um welcome pack cheio de goodies. Fiquei surpreendido ao encontrar, entre eles, uma Yubikey! Para além disso, haviam alguns componentes de arduino, uma mala muito discreta e prática, um voucher para um e-book da O’Reilly, um sigg, uma t-shirt, and on, and on, and on… Após descermos as escadas começamos a ver a luminescência verde, a cortina de fumo com o logo do Sapo, os palcos, os puffs, as mesas… Ao entrar no Codebits, entramos noutro mundo.

O dia começou com as habituais keynotes. O Celso Martinho e o Zeinal Bava deram-nos as boas vindas com discursos particularmente interessantes. Ver o CEO da PT a dirigir-se de maneira impecável para aquele público alvo tão específico, falando sobre a sua carreira e sobre as escolhas que tomou ao longo da mesma, foi algo que não estava à espera. Esperava ouvir propaganda empresarial, mas saí de lá com uma lição de vida. CEOs out there, take notes! É assim que se cativa quem está a ouvir.

Após o almoço começámos a dar os primeiros toques no projecto. Depois de ter usado uma guitarra do Guitar Hero para tocar músicas reais na edição passada, este ano mantivémos o tema musical. A ideia era utilizar o Kinect da Microsoft para criar uma bateria virtual, sem nunca termos programado a sério em C#, XNA ou com o Kinect. Tinhamos cerca de 48h para aprender tudo e ter um produto acabado. Ficámos na mesma mesa que pessoal porreiro de Mafra, que também tinham um projecto relacionado com o Kinect e nos deram alguma ajuda preciosa.

Cortina de fumo Codebits VA night of coding

Entre os primeiros stresses com o Visual Studio e algumas falhas de energia na nossa mesa, eu e o Carlos Lima decidimos ajudar o Luís Nabais na sua quest de sair do Codebits com um puff. Para isso, desenhámos um QR-code à mão em ponto grande no white board da nossa mesa. Foi engraçado ver muita gente a aproximar-se com o telemóvel para descodificar o QR-code e ir parar à página do Luís, onde ele fazia um choradinho por um puff. Até o Celso Martinho passou por lá para ver do que se tratava! Também achámos piada que a zona da PT Inovação também apareceu com uns QR-codes desenhados à mão, posteriormente.

Mais uma vez assisti ao Presentation Karaoke, onde um grupo de participantes tem que pegar em apresentações completamente disparatadas e inesperadas e apresentá-las como se as tivessem feito. Desde zombies, gatinhos e assassinos em série, viu-se de tudo. Deu para mandar umas belas gargalhadas em algumas das apresentações.

Depois de uma noite bem dormida em casa, voltámos ao ataque no nosso projecto. Estava tão focado em avançar que não fui ver nenhuma talk. Na próxima edição do Codebits não volto a cometer este erro. Apesar de todas serem gravadas e estarem disponíveis online, estar lá ao vivo é bastante melhor.

Pela segunda vez participei no “The Amazing Quiz Show”. É o “Quem Quer Ser Milionário” para informáticos, com perguntas do género “qual é o código hexadecimal da cor fuschia” ou “qual é o significado do código HTTP 305”. Estávamos na liderança até à última pergunta da nossa eliminatória, quando fomos ultrapassados numa pergunta sobre o jogo Second Life (#fail). Tivemos também a oportunidade de ver o episódio piloto da série “Capitão Falcão”, que é a coisa mais awesome que eu alguma vez vi na minha vida. Em principio irá estrear em televisão em breve.

Capitão FalcãoUm cocktail cientifico

A segunda noite já foi passada no recinto, tendo ficado com a equipa a programar até as 5h. Nessa altura já estávamos de rastos e fomos descansar 2 ou 3 horas para aguentar o último dia. Utilizámos a manhã para finalizar os preparativos e a aplicação ficou pronta quando faltavam apenas 2 horas para o início da sessão de apresentação. Devido ao alto risco de apresentarmos uma demonstração ao vivo, gravámos um vídeo que acabou por ser útil: a aplicação “explodiu” quando estávamos em cima do palco… O resultado final teve muito menos impacto do que o que pretendíamos, e o nosso projecto acabou por passar bastante despercebido. Mesmo que tivéssemos conseguido fazer a demonstração, não sei se teríamos hipótese de estar entre os finalistas. Haviam muitos projectos interessantes e cujas apresentações arrebataram o público.

Apesar de não termos pontuado, saí satisfeito do evento. Aprendemos tecnologias novas e convivemos com pessoal fixe num ambiente totalmente geek. O Codebits é um local onde se junta muito talento, e de forma a estarmos entre os melhores é necessário uma ideia, uma execução, e uma apresentação brilhantes. Agora temos um ano para pensar numa ideia para voltar à corrida aos prémios.

Queria agradecer ao Carlos Lima, à Teresa Futscher e ao Luís Teófilo por se terem dedicado ao projecto. Graças a vocês ficámos com uma aplicação terminada em 48h e aprendemos a lidar com tecnologias muito porreiras. Também queria agradecer ao Professor Miguel Dias e à ADETTI-IUL por nos terem cedido um Kinect. Sem ele não teríamos podido executar a nossa visão.

Até Novembro de 2012, Codebits!